sexta-feira, 26 de março de 2021

Boas novidades - Cowboys Online

Bem-vindos!

Super recomendamos Cowboys Online que vem com boas novidades no mundo do rodeio e por isso divulgamos aqui no blog como acessar, conhecer e seguir Cowboys Online na internet.   

Cowboys Online - Um espaço de mídia dedicada a divulgar o esporte que esta envolvido no mundo do rodeio de fã para fã.

A Cowboy's Online é uma plataforma de mídia voltada para o mercado country e sertanejo, divulgando eventos e acontecimentos voltado para o esporte rodeio e provas equestres, tendo um foco em levar o conteúdo que o público quer ver.

 Cowboy's Online Comunicação.



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Patrocinadores, verbas e patrocínios.

 Todos são bem-vindos!


Em tempos delicados com o vírus COVID19 sempre existem alternativas para viabilizar financeiramente determinadas situações mesmo com o vírus COVID19 mudando o comportamento de todos os países do mundo com isolamento social e restrições para quase tudo ainda assim com conhecimentos específicos em determinadas áreas é possível gerar renda.   

Assunto: patrocinadores, verbas e patrocínios no Brasil.

Saiba mais sobre patrocinadores acesse: 

 https://amigosdorodeiobrasil.blogspot.com/ 



 

Este relatório de pesquisa trata sobre patrocinadores, verbas e patrocínios visando destacar as maiores informações de forma bem resumida no tocante as empresas e setores que patrocinam, o que patrocinam e com quais valores patrocinam.    

Há dois tipos de leitura quando se busca conhecer quem é o maior patrocinador da cultura brasileira. A lista individual por empresa, de quem usa lei federal de incentivo, aponta um novo fenômeno nos últimos anos – companhias privadas assumiram o primeiro posto: o Banco Itaú S/A em 2018 e a Vale S/A em 2019. Essa posição, com raras exceções, era, historicamente, ocupada por estatais.

De 2008 a 2014, o único ano em que a Vale S/A (mesmo quando era conhecida como Vale do Rio Doce) não foi vice-líder no ranking individual de maior patrocinadora foi em 2013 – nos demais rivalizou com a Petrobras e chegou a aportar, diretamente, volume superior a R$ 100 milhões em 2010 e 2011 em projetos culturais. Depois começou a deixar de ser usada com frequência e chegou ao nível zero em 2018.

Em 2019, surpreendentemente, superou o Banco Itaú, que havia sido o patrocinador-líder no ano anterior. Apoiou 35 projetos, com investimento de R$ 54 milhões.

A outra forma de se olhar os números é observando como agem os grandes conglomerados nesse processo. Sob esse prisma o maior patrocinador da cultura brasileira, em 2019, foi o grupo Itaú UnibancoUtilizou 18 empresas e quase bateu na marca de R$ 100 milhões aplicados: foram R$ 99 milhões. (ver tabela).

Já a Vale ficou em segundo, mesmo se valendo de número bem menor de empresas: foram oito, que direcionaram R$ 81 milhões.

Mas vamos analisar o comportamento dos Grupos mais à frente.

Por ora vamos mostrar o que apontou a pesquisa das aplicações feitas somente pela Vale S/A em 2019. 

Na área de Artes Cênicas, apoiou dois projetos no segmento de Ações de capacitação e treinamento de pessoal, sendo o maior deles o Movimento Pebas, programação cultural nas áreas de música, teatro, dança, artes plásticas e cinema para a população de Parauapebas, município de 200 mil habitantes, localizado no Sudeste do Estado do Pará, e a quem destinou R$ 1 milhão. Patrocinou também um projeto de Teatro denominado Ativação Cultural Itaguaí, nesta cidade fluminense, e o de circulação em cidades do Maranhão da peça João do Vale, O Musical, aplicando R$ 800 mil com exclusividade.

No campo de Artes Visuais, patrocinou Artes em Cores, no segmento de Ações educativo-culturais, realizado em cidades do Maranhã e Pará, e a exposição Centro Mulheres de Barro de Exposição e Educação Patrimonial da Serra dos Carajás, também no Pará.

Música foi a segunda área mais patrocinada, mas incluiu várias orquestras, planos anuais de instituições, temporadas de concertos no Theatro Municipal do Rio e contribuição vultuosa para um projeto próprio: o Vale Música, a quem destinou R$ 2 milhões.

Patrimônio Histórico foi a área mais beneficiada, mas novamente uma ação própria recebeu a maior verba: foram destinados R$ 5,6 milhões para o Plano Trienal de Manutenção do centro Cultural Vale Maranhão 2020-2022. Mas fez também importante contribuição para a fase 1 de restauros emergenciais, manutenção preventiva e obras emergenciais para os 90 anos do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, a quem destinou R$ 3 milhões.

Em Museus e Memórias, apoiou a nova sede do Museu Casa do Pontal e o Museu de Arte do Rio, mas reservou para o plano anual do Memorial Minas Gerais Vale a maior contribuição individual para um projeto: R$ 6 milhões. Humanidades teve apenas um beneficiado: o livro de Valor Humanístico denominado Manifestações Culturais do Brasil, proposto pela LP Arte Soluções Culturais, e que versa sobre bens registrados pelo IPHAN como Patrimônio Cultural Brasileiro.

PREFERÊNCIAS – A VALE definiu os segmentos aos quais dá preferência na hora de receber projetos. São eles:

Patrimônio Material – Apoio à restauração, conservação e promoção de bens tombados ou acervos.

Patrimônio Imaterial – Apoio para ações de promoção, difusão e salvaguarda dos patrimônios que detenham conhecimentos acumulados por gerações, reconhecimento e valorização das manifestações tradicionais.

Festas e Eventos  Culturais  –  Apoio a festividades e eventos nos territórios e/ou com temas relevantes voltados à cultura, que tenham significado para as localidades e permitam o acesso público.

Formação Musical – Apoio à formação musical que promova o desenvolvimento humano e a profissionalização voltada à melhoria da qualidade de vida nas localidades beneficiadas.

Também define em quais Estados os projetos devem ser realizados, prioritariamente: Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará e Rio de Janeiro, conforme consta no site da empresa.

Criou um formulário para encaminhamento de propostas, que está no endereço http://patrocinio.valeglobalcomm.com/admin  e só aceita receber projeto cuja data de início seja pelo menos de seis meses após a inscrição.

 

LEIA TAMBÉM: A Palavra da Vale Sobre Suas Aplicações em Cultura

GRUPOS – Quando se trata de empresas por grupo o resultado para busca de maior patrocinador se altera, mas todas utilizam o mesmo “modus operandi”.

O departamento responsável pela gestão dos patrocínios “raspa o tacho” para saber com quanto cada subsidiária pode contribuir com sua renúncia fiscal e forma-se, então, um “budget” único.

 

 No caso do Itaú foi assim:   




Empresas utilizadas pelo Grupo Itaú e valores aplicados. Fonte Versalic


Mas algumas controladas tem uma “missão” anual. O Itaú, por exemplo, utiliza a São Paulo Alpargatas para patrocinar o Grupo Corpo, MAM e Pinacoteca. A Itauleasing de Arrendamento Mercantil, a Bienal de São Paulo. A Financeira Itaú CDB é usada para exposições e orquestrasa Itaú Seguros de Autos e Residência para musicais e a Itaú Administradora de Consórcios para prestigiar o Observatório das Favelas.

Já a VALE se vale da Kobrasco, Itabrasco e Hispanobrás para garantir verba para o Museu Vale, o que a Nibrasco também faz, mas agrega o Instituto Moinho Cultural. A Salobo Metais fica com a Casa da Cultura de Canaã dos Carajás e Fundação Amazônica de Música. 


Total aplicado por empresas da Vale: R$ 81.938.934. Fonte: Versalic. Data da pesquisa: 21.05.2020

Outros participantes frequentes dessa seleta lista de grandes patrocinadores são o Banco do Brasil e Bradesco. O primeiro tem diminuído bastante o número de empresas utilizadas, mas se manteve na terceira colocação ao aplicar, no total, R$ 47 milhões. Seu foco principal está voltado, principalmente, para projetos que possam compor a programação de seus Centros Culturais, mas nos últimos anos tem usado a BrasilCap para viabilizar um Teatro Musical por ano: em 2018 foi Ícaro and The Black Stars (R$ 1 milhão; em 2019 foi Céu Estrelado – O Interior do Brasil é Musical, com a mesma quantia.



Já o Bradesco, espreme suas subsidiárias e, em 2019, 21 delas deram sua contribuição. Usa a Ágora Corretora para Planos Anuais, como Fundação Padre Anchieta e MASP. Até Bradesco BERJ entra na conta, apoiando a Orquestra Sinfônica de São Paulo. O grupo fez uso, no ano, de R$ 38 milhões.

OUTRAS INFORMAÇÕES:

A ABCR - Associação Brasileira de Captadores de Recursos reúne e representa os profissionais de captação, mobilização de recursos e desenvolvimento institucional, que atuam para as organizações da sociedade civil no Brasil. Realizamos eventos, cursos, campanhas e uma série de outras iniciativas de fortalecimento do setor e de apoio a quem atua por uma sociedade mais justa e democrática.

(ATENÇÃO: “A ABCR não indica captadores de recursos e compartilha listas e contatos, não avalia projetos de captação e não realiza captação para nossos membros ou para terceiros. Mensagens com pedidos como esses NÃO serão respondidas.” No site da ABCR fica clara a contradição do apoio por “uma sociedade mais justa e democrática” quando informa que não presta nenhum tipo de orientação, ajuda, auxílio ou informações para orientar quem deseja realizar ou elaborar projeto visando obter recursos para viabilizar a implantação do mesmo. Então, ficam com os especialistas em documentos oficiais esta matéria os quais prestam serviços de consultoria especializada na área. No entanto, não é difícil de realizar as ações necessárias economizando um dinheiro significativo se a pessoa interessada dispor de tempo para buscar conhecimento e pesquisar o assunto.)

https://captadores.org.br/ 

 

Dois tipos de ONGs mais criadas no Brasil:

Fundação

Dentre os tipos de ONGs, a fundação é uma das mais conhecidas e é criada através da doação de patrimônio, seja por empresas ou pessoas físicas, em prol de uma causa sem fins lucrativos.

Sendo assim, vale lembrar que as fundações somente estão permitidas a defender causas religiosas, morais, culturais ou de assistência e tem como característica gestora um Conselho Curador.

 Associação

Diferentemente da fundação, a Associação é caracterizada pela união de pessoas em vista de um único propósito que não tenha objetivos de lucro.

Este tipo de ONG é constituída através de uma Estatuto Social que dá aos seus fundadores, dirigentes e associados a gestão que vem acompanhada por direitos e obrigações legais.

 

OUTRAS INFORMAÇÕES:

 5 dicas para captar recursos e conquistar apoiadores

A despeito da crise econômica tem bastante dinheiro sobrando para doação no Brasil.

Mesmo assim, as organizações sociais encontram dificuldade de se manter com sustentabilidade.

Apesar de precisar de dinheiro para sobreviver, a maioria das instituições não dispõe de uma área de captação de recursos. E, quando ela existe, funciona de forma amadora.

É mais ou menos assim: o Joãozinho busca a doação de arroz, paga as contas, troca a lâmpada e, quando surge uma oportunidade de conversar com uma empresa ou um milionário para captar recursos, bota aquela camisa social bonita e vai.

 Bom, alguém precisa falar o óbvio: para ganhar a atenção de doadores em potencial é fundamental que as instituições apresentem um projeto bem planejado, que demonstre o poder de transformação social de seu trabalho. Não há mais espaço para improviso. Além disso, paixão pela causa, sensibilidade, entusiasmo, persistência e criatividade são essenciais nessa tarefa.

 Confira 5 dicas simples:

 Estude as empresas com quem você vai falar

Antes de mais nada, é preciso fazer uma pesquisa sobre potenciais doadores, respeitando critérios como a identificação com a causa que você defende, a disponibilidade de recursos (quem não tem recursos não pode patrocinar) e os objetivos da empresa. Assim como numa entrevista de emprego, é obrigatório fazer a lição de casa e estudar a organização. Use e abuse da internet para descobrir tudo sobre ela – a história, o que faz, qual o tamanho, se é nacional ou não, como está em relação à concorrência etc. Conhecendo os interesses do potencial doador, fica mais fácil descobrir o que o motiva e por que ele se engajaria na sua causa.

 LEMBRE-SE que os financiadores analisam o projeto.

 

Tenha um bom material de apresentação

Tenha relatos reais para compartilhar. Uma entidade que se limita às estatísticas não consegue realmente demonstrar a dimensão de seu trabalho. Existem milhares de ONGs ativas no Brasil hoje, mas a sua história é só sua. Por que, então, eles devem contribuir com você, e não com a outra?

Por outro lado, um dos maiores motivos para muitas pessoas não doarem é a falta de confiança nas instituições. Tome à frente e disponibilize planilhas e textos explicativos de prestação de contas e mostre para o doador onde o dinheiro dele está sendo – ou será – aplicado.

Isso faz total diferença para mostrar sua credibilidade.

O material de apresentação deve incluir o básico do básico: um cartão de apresentação do captador de recursos.

 

Tenha orçamentos do projeto que quer realizar

Não vale chegar com o sonho dourado de construir uma sede nova, mas sequer ter ideia de quanto isso custaria. Não vale dizer: “Doe quanto puder dar”.

Um plano de captação de recursos deve incluir informações detalhadas de valores.

Você precisa saber de quanto sua organização social necessita para continuar ativa ou para realizar projetos específicos, como a tal construção da nova sede, reforma ou a compra de um equipamento. É essencial incluir a previsão de todas as despesas que deverão ocorrer durante um período determinado de tempo.

 

Vá captar recursos antes de ficar no vermelho

Então, quando não sobrou dinheiro nem para pagar a luz, a instituição decide que é hora de captar recursos. Pois fique sabendo: não espere conseguir patrocínio do dia para noite. Essa é uma atividade de médio a longo prazo.

Um profissional de verdade dessa área não faz promessas, mas garante trabalho sério, dedicação, “relatórios”.

Mesmo respeitando todos os processos, vai ouvir alguns “nãos”. Se você precisa captar para amanhã, deveria ter começado uns seis meses atrás.

 

Conheça bem o setor e construa uma rede de relacionamento

Um ponto de preocupação é a falta das redes necessárias para construir relacionamentos com os principais atores locais e potenciais apoiadores. Portanto, trate de conhecer bem o universo no qual atua, incluindo as iniciativas sociais com propostas semelhantes às da sua instituição. 

Resumo: Este relatório de pesquisa trata sobre patrocinadores, verbas e patrocínios visando destacar as maiores informações de forma bem resumida no tocante a empresas e setores que patrocinam, o que patrocinam e com quais valores patrocinam. Em tempos delicados com o vírus COVID19 sempre existem alternativas para viabilizar financeiramente determinadas situações mesmo com o vírus COVID19 mudando o comportamento de todos os países do mundo com isolamento social e restrições para quase tudo ainda assim com conhecimentos específicos em determinadas áreas é possível gerar renda para viabilizar projetos em diversas segmentos, especialmente na área cultural e social. Diante do exposto este é um breve relatório. 


 Fontes: Instituto Phi

https://patrocinadores.marketingcultural.com.br/2020/05/25/afinal-quem-e-o-maior-patrocinador-da-cultura-brasileira/ 

http://www.institutobancorbras.org.br/posts/dica/336-definicoes-de-ong---os---osc---oscip  

https://nossacausa.com/5-dicas-para-captar-recursos/


Imagens ilustrativas: 





segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Web Rádio Rodeio - CCRB Brasil

 Bem-vindos!  Aqui um grupo de amigos graduados e pós-graduados que colaboram na mídia digital visando praticar o bem com boas ações. Todos são bem-vindos!

Web Rádio Rodeio CCRB Brasil 

Link: https://www.spreaker.com/show/radio-rodeio-musicas

Divulgando e valorizando as raízes do campo!

Obs: Web rádio sem fins lucrativos. 



Acesse também: https://onne.link/oscolaboradores

Acesse nosso: QR CODE para ir direto ao onne.link






Se você gosta de música sertaneja, modão e música raiz esta é sua rádio! 

Todos são bem-vindos! 




quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

ASA BRANCA - UMA LENDA DO RODEIO BRASILEIRO.

#LUTO #RODEIO #ASABRANCA #GUERREIRO


" O auge aconteceu nos anos 1990, quando ele chegava a eventos como a Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos em helicópteros, saltando de paraquedas ou em tirolesas.
Já narrou montarias dentro de camionetes em movimento e até mesmo em cima de cavalos, o que foi possível por Waldemar Ruy dos Santos, o Asa Branca, ter inovado o estilo de narrar ao descer do palco e ficar dentro das arenas de rodeios.
Até então, locutores lendários como Zé do Prato (1948-1992) não se aventuravam a descer na pista de montarias e ficar perto dos animais que chegam a pesar mais de uma tonelada.



Tudo foi possível por Asa Branca - apelido recebido por ter hábito de aprisionar pássaros - ter "descoberto" na década anterior o microfone sem fio, quando limpava cocheiras no Texas (EUA). "Era coisa de outro mundo", disse ele --que desistiu de ser peão após ser pisoteado por um touro em 1984-- certa vez a este jornalista.
Com a fama e o dinheiro chegaram também os símbolos de autodestruição que vez ou outra atingem artistas: noitadas e abuso de bebidas, drogas e sexo.


Conseguia amealhar até R$ 1 milhão em cachês em um único mês, mas gastava com fretamentos de aviões e helicópteros, prostitutas, muitas garrafas de uísque e cocaína.



Se fora das arenas os excessos consumiam o patrimônio - chegou a dizer ter perdido R$ 10 milhões com farras -, dentro Asa Branca era o principal símbolo da mudança pelas quais os rodeios passavam e que resultaram na profissionalização da prática no país.


Era a época da internacionalização do rodeio de Barretos (1993), do real valorizado (1994), de peão brasileiro sendo campeão mundial (Adriano Moraes, em 1994) e da entrada de country, rock e disco como trilha sonora nas festas de peão. Saía de cena o caipira, entrava em ação o caubói.



Asa Branca soube montar nesse cavalo que passava arreado como ninguém: propagou versos de rodeios e refrões nas arenas, gravou CDs, era figura fácil em programas de TV, namorou famosas e fez aparições em novelas.
Essa nova identidade de comunicação sertaneja implantada pelo locutor fez escola, o que acabou por impulsionar o próprio nome de Asa Branca como o líder de um segmento e alvo de reverência de peões e público.



SAÚDE
A vida desregrada do locutor, que a essa altura da carreira já chegava a faltar a compromissos assumidos, teve novo capítulo em 1999, ano apontado por ele como o em que contraiu aids de uma ex-namorada. Mas este não foi o único problema de saúde que afetaria o locutor nos anos seguintes.



Oficialmente, a doença só foi descoberta em 2007, ao passar mal quando narrava um rodeio em Unaí (MG). No mesmo ano, foi internado numa clínica de reabilitação para tratar a dependência da cocaína.
Já em 2013, uma neurocriptococose - doença do pombo - fez com que perdesse muito peso, ficasse internado cerca de três meses, passasse por seis cirurgias e quase morresse. Depois vieram meningite e hidrocefalia.
Ainda tentou voltar ao mundo das festas de peão em pequenos eventos, que em nada se assemelhavam aos glamurosos rodeios que distribuem premiação próxima a R$ 1 milhão.



Mas a voz já não era a mesma de antes --grave e forte--, tampouco o fôlego. Quase não conseguiu chegar ao final.



VETO
Mesmo longe das arenas dos principais eventos, era figura constante nas ruas do Parque do Peão de Barretos, onde era parado por fãs em busca de selfies e ouvia as lembranças que cada um tinha dos anos em que ele dominava as narrações.



Uma das histórias que gostava de contar sobre a principal festa do gênero no país é a de quando, em 1994, apresentou Fernando Henrique Cardoso como "futuro presidente do Brasil" ao público presente no estádio de rodeios, sem conhecimento da organização, a menos de dois meses da eleição presidencial.
A direção de Os Independentes, que promove o evento de Barretos, disse à época que Asa Branca traiu a confiança recebida e estaria fora da locução da final do rodeio internacional "por ter transformado a festa em propaganda política". "Se eu for punido, será com prazer porque o FHC merece", disse, então, o locutor.

Em 2001, o ex-presidente sancionou lei que transformou o peão de rodeio em atleta, com garantia de seguro de saúde e previdência social e, no ano seguinte, assinou lei que regulamentou rodeios e estabeleceu normas sanitárias para proteger os animais.



ARREPENDIMENTO
Há dois anos, o locutor recebeu diagnóstico de câncer na garganta. O tumor chegou a regredir, mas a doença voltou neste ano, atingindo também a base da boca e dificultando cada vez mais a fala.
Nos últimos meses, Asa Branca passou a dar entrevistas criticando os rodeios e afirmando que a prática gera maus-tratos aos animais. Via como uma tentativa de se redimir.


Já tinha afirmado, em anos anteriores, que há festas de peão amadoras, em que touros eram vítimas de tachinhas ou pregos para que pulassem mais, mas recentemente passou a atacar a prática como um todo, o que foi refutado por grandes eventos.



Dizia que a maioria dos médicos veterinários é contra os rodeios e que, se fosse para ser um animal, não queria ser um usado nas montarias. "Todo dia, antes de dormir, eu peço perdão para Deus se eu incentivei a maltratar os animais", disse. "
Fonte: gauchazh.clicrbs